Atrasos processuais colocam em risco ampliação do quartel dos Bombeiros de Vila Franca do Campo, alerta PS/Açores

PS Açores - Há 3 horas

O Grupo Parlamentar do PS/Açores manifestou preocupação com os atrasos no processo de ampliação e requalificação do quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo, uma intervenção considerada essencial para garantir melhores condições operacionais e de segurança a esta corporação.

A deputada Marlene Damião alerta para o risco de comprometimento da candidatura ao programa Açores 2030, na sequência de demoras na emissão de pareceres necessários à sua formalização, situação já tornada pública pela direção da Associação Humanitária.

“É fundamental assegurar que um investimento desta natureza não seja prejudicado por entraves administrativos, sobretudo quando estão em causa infraestruturas com impacto direto na proteção de pessoas e bens”, frisou.

A parlamentar socialista sublinha que as atuais instalações apresentam limitações evidentes, funcionando essencialmente como um pavilhão de viaturas, sem condições adequadas para responder às exigências crescentes colocadas à corporação.

“Aquilo que está em causa é o risco de se perder o financiamento e isso é naturalmente algo que não podemos aceitar, porque estamos a falar de uma corporação que já opera com limitações evidentes”, acrescentou.

Marlene Damião recorda ainda o papel determinante dos bombeiros no sistema de proteção civil regional, nomeadamente na resposta a incêndios, emergências médicas e fenómenos extremos, defendendo que este tipo de investimento deve ser tratado como prioritário.

Nesse sentido, os socialistas questionaram o Governo Regional sobre o ponto de situação do processo, os pareceres em falta e as diligências realizadas para ultrapassar os atrasos, bem como sobre o risco de perda de financiamento e as alternativas previstas caso a candidatura não seja aprovada.

O Grupo Parlamentar do PS/Açores pretende ainda saber que garantias podem ser dadas à população de Vila Franca do Campo de que esta intervenção não ficará comprometida.

“O que está aqui em causa não é apenas uma obra, é a segurança das pessoas, é a capacidade de resposta a emergências e é o respeito por homens e mulheres que estão diariamente na linha da frente e isso exige decisões, rapidez e responsabilidade por parte do Governo Regional”, concluiu Marlene Damião.